terça-feira, 27 de setembro de 2011

A perfeição não se atinge, interioriza-se.

Queres chegar à perfeição? Para isso tens de aceitar que já fizeste o máximo que podias e que o resultado desse processo não pode ser melhorado por ti, portanto, é perfeito.

Há quem diga que quem muito ri pouco pensa.

Eu digo – Quem muito ri, provavelmente por muito já passou e muito já pensou, tanto, que já percebeu que rir é o melhor que tem a fazer. Não vale a pena lamentarmo-nos do passado no presente, vale a pena é seguir sempre com um sorriso na frente e animar quem ainda não entende.

Quem casa com o romance acaba?

O casamento moderno é algo que não consigo compreender, e como tal não consigo perceber o que leva alguém a tal acto. Há algumas teorias, e até podem ser válidas para quem acredita nelas.
Na nossa sociedade o casamento é muito diferente do seu conceito original criado pela igreja, em que para além da união física de duas pessoas haveria uma união espiritual entre elas e Deus e para tal teriam de seguir 3 passos fundamentais.
Hoje em dia o casamento pode não ser reconhecido pela igreja, mas apenas pelo estado que confere ao casal vantagens económicas e reconhecimento pela sociedade.
Penso que há quem o faça devido às vantagens económicas, outros acham que é uma prova de amor, outros porque gostam da festa e do dinheiro que recebem, outros simplesmente sonham com isso desde pequenos devido a uma “lavagem cerebral” que ocorre a partir do momento em que ganham consciência. Estás são só algumas das opções “válidas”, pois poderia ficar aqui eternamente a citar justificações do porquê do casamento.
Para mim tudo o que se passa na vida de um casal depois de um casamento ou já decorre antes do mesmo ou mesmo que não casassem seria exactamente igual, pois vão sempre morar sozinhos, ter as suas responsabilidades, ter filhos, projectos, aventuras, desgostos, felicidade etc. Se tudo isto acontece quer se seja casado ou não, o casamento é somente algo que dá vantagens económicas, e sendo assim já nem sequer existe o conceito original em que o essencial era a união espiritual do casal e com deu, para quem acredita nisso, se não se acredita então não há nenhuma justificação válida para tal acto.
Eu não acredito em Deus, como tal não acredito no casamento como algo fundamental para a vida de um casal, eu amo a minha namorada, quero viver com ela, preocupo-me com ela, tenho responsabilidades para com ela e não é por assinar um papel ou fazer um juramento em frente a uma estátua de um gajo de cabelos compridos, de barba, meio nu e cravado numa cruz que irá valer mais, ou que seja menos sério em relação a isso.
Acho que quem precisa de casar são pessoas que têm problemas em fazer tudo o que enumerei anteriormente. Sem terem algo oficial como um papel assinado ou alguém a pressiona-los para tal, não têm vontade nem amor suficiente para se manterem juntos.
Acredito que se amam muito mais verdadeiramente os casais que conseguem viver muitos anos juntos sem estar casados, do que outros que o tenham feito.
Na cabeça de alguém casado há sempre o sentido de obrigação extrema pois comprometeram-se em frente a uma multidão de pessoas. Porque é que não é mais importante comprometermo-nos a essa pessoa em frente a ela e só ela e conseguir mantermo-nos assim? Até porque passar muitos anos com a mesma pessoa sem ser casado é um sinal que há muita vontade de estarem juntos, pois acabar uma relação de casamento ou uma relação sem casamento, a nível psicológico, social e material é muito diferente, e por tudo isso muitas vezes mantêm-se casamentos que não deveriam existir.
Penso que o casamento mata muitas relações, que até eram boas, mas devido ao papel que assinam, muitas vezes as pessoas acham que já não é preciso mais nada a partir dali, que aquele contrato diz que essa pessoa é da outra e não há maneira de isso acabar. Quando esse papel não existe, por vezes também acontece isto, mas a probabilidade de haver uma sensação de que temos de lutar todos os dias para segurarmos essa pessoa é muito maior quando não há casamento.
As relações não são para manter, são para evoluir.

Eu sei quem sou, mas sabem quem sou?

Ontem, pela primeira vez na minha vida perdi efectivamente todos os meus documentos de identificação. Podia ter sido só um, mas não, foi tudo de uma vez. Quando perdemos tudo o que nos identifica como sendo nós próprios, a sensação é muito estranha. Se não conhecesse ninguém, ou melhor se ninguém me conhecesse, quem poderia dizer que eu era o *********************?
É verdade que já foram realizados muitos filmes sobre este tema, a perda de identidade, mas só quando realmente sentimos na pele é que começamos a imaginar a quantidade de coisas que podem acontecer por termos perdido os documentos.
Desde a sua utilização para uma brincadeira de criança ou a própria usurpação de identidade, tudo me passou pela cabeça. A última vez que isto me aconteceu, penso que foi mais ou menos da mesma maneira, deixei a carteira em cima do tejadilho do carro e caiu pelo caminho. Dessa vez fiquei com os documentos espalhados ao longo de 1 quilometro de auto-estrada, foi relativamente fácil de encontrar (apesar de andar para trás cerca de 1h), mas um pouco mais perigoso de apanhar, até porque eram 2h da manhã e não se via um palmo à frente.
Agora, já sei que não tive a mesma sorte, pois não encontrei nada, mas disseram-me para manter a esperança pois alguém poderia entregar os documentos na policia, o que sinceramente duvido, o português não gosta de complicar a sua vida pelos outros, ainda mais se não há nenhuma relação que os una. Só me resta neste momento aguardar pelas 24h pós perda (indicação oferecida pela PSP), dar baixa dos documentos e começar a tratar de fazer uns novos.
Felizmente o antigo governo fez alguma coisa de jeito e é bastante mais fácil, barato e rápido pedir uma 2º via dos mesmos. Mas a história pode não acabar já aqui, tenho um amigo que lhe aconteceu algo inédito, passados 3 anos de ter perdido a carteira recebeu um telefonema da policia, estes disseram que tinham em sua posse todo o conteúdo da carteira, incluindo 15 euros que lá se encontravam, agora ressequidos e com menos valor. Pediram desculpa pois estava esquecida numa gaveta, ainda bem que arrumam a casa de 3 em 3 anos ou ficaria amontoada com outras tantas até virar pó.