terça-feira, 27 de setembro de 2011

Eu sei quem sou, mas sabem quem sou?

Ontem, pela primeira vez na minha vida perdi efectivamente todos os meus documentos de identificação. Podia ter sido só um, mas não, foi tudo de uma vez. Quando perdemos tudo o que nos identifica como sendo nós próprios, a sensação é muito estranha. Se não conhecesse ninguém, ou melhor se ninguém me conhecesse, quem poderia dizer que eu era o *********************?
É verdade que já foram realizados muitos filmes sobre este tema, a perda de identidade, mas só quando realmente sentimos na pele é que começamos a imaginar a quantidade de coisas que podem acontecer por termos perdido os documentos.
Desde a sua utilização para uma brincadeira de criança ou a própria usurpação de identidade, tudo me passou pela cabeça. A última vez que isto me aconteceu, penso que foi mais ou menos da mesma maneira, deixei a carteira em cima do tejadilho do carro e caiu pelo caminho. Dessa vez fiquei com os documentos espalhados ao longo de 1 quilometro de auto-estrada, foi relativamente fácil de encontrar (apesar de andar para trás cerca de 1h), mas um pouco mais perigoso de apanhar, até porque eram 2h da manhã e não se via um palmo à frente.
Agora, já sei que não tive a mesma sorte, pois não encontrei nada, mas disseram-me para manter a esperança pois alguém poderia entregar os documentos na policia, o que sinceramente duvido, o português não gosta de complicar a sua vida pelos outros, ainda mais se não há nenhuma relação que os una. Só me resta neste momento aguardar pelas 24h pós perda (indicação oferecida pela PSP), dar baixa dos documentos e começar a tratar de fazer uns novos.
Felizmente o antigo governo fez alguma coisa de jeito e é bastante mais fácil, barato e rápido pedir uma 2º via dos mesmos. Mas a história pode não acabar já aqui, tenho um amigo que lhe aconteceu algo inédito, passados 3 anos de ter perdido a carteira recebeu um telefonema da policia, estes disseram que tinham em sua posse todo o conteúdo da carteira, incluindo 15 euros que lá se encontravam, agora ressequidos e com menos valor. Pediram desculpa pois estava esquecida numa gaveta, ainda bem que arrumam a casa de 3 em 3 anos ou ficaria amontoada com outras tantas até virar pó.

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